terça-feira, 11 de outubro de 2011
Ela se trancou dentro do quarto e ali ficou por horas. Esses repertórios enjoativos estavam cada vez mais contantes, todos os dias ela se encontrava sozinha pensando em sua vida, em seu fracasso como pessoa. Queria tirar tudo o que pudesse de sua mente, esquecer de tudo o que havia acontecido não só agora, como a anos atrás. Ela se sentia indefesa, sozinha, carente, mas não queria assumir para si mesma. Se fazia de fria, casca grossa, ‘garota que não se importa com nada’, mas quem disse que era assim de verdade? Não era. Nunca foi. Por dentro sempre foi aquela garotinha que chorava por qualquer coisa, que corria e pulava no colo do pai, que se aproximava dos outros para não se sentir sozinha. Mesmo com tudo na cabeça com todas as lembranças, ela se sentia forte. “Como não ser forte depois de tudo que aguentei?” Deitada em sua cama, era como se um filme passasse por sua cabeça, todas aquelas lembranças em sua mente, todas aquelas pessoas vazias ao seu redor, tanta coisa ruim acontecendo sem ela poder fazer absolutamente nada. Se sentia fraca. Se sentia inútil por não conseguir fazer nada em relação a si mesma. Passou mais alguns minutos deitada olhando para o teto e resolveu se levantar, enxugou as lágrimas - ela sempre chorava nesses rituais nostálgicos - e pegou seu café em cima da mesinha ao lado da cama. Foi até a janela e sentiu o vento em seu rosto, se debruçou sobre a janela, e esperou.. esperou pelo que não vinha. (real-fiction)
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